Calçadão Popular da Consciência Negra debate as consequências do desmonte do Estado para a população negra

Escrito por Assessoria de Comunicação Ligado TPL_WARP_PUBLISH . Publicado em Notícias

 

O Calçadão Popular da Consciência Negra, promovido pelo mandato democrático e popular da deputada Ana Lúcia levou na última quarta, dia 22, ao centro de nossa capital a alegria e a exuberância das manifestações culturais de matriz africana, atraindo um grande número de pessoas para celebrar o respeito à diversidade e se manifestar contra a intolerância e a desigualdade racial.

O Grupo Maculelê da Escola Eulina Vasconcelos, de Riachuelo, coordenado pela professora Vânia, e o Grupo Guerreiros do Maculelê, de Japaratuba, mostraram que o Maculelê é arte e cultura de nossa raiz. O Grupo de capoeira feminina Evollution e a Associação de Mulheres Capoeiristas de Sergipe mostraram o espaço da mulher capoeira, enquanto o Grupo Abadà de Capoeira rememorou a resistência do povo negro.

O Grupo de Dança Afro Nova Era, do Bugio, trouxe a o Axé das religiões de matriz africana para a praça, e o Grupo Axè Tassitaóó, do Bairro Industrial, desfilou beleza em homenagem à Orixá Iansã, Santa Bárbara no sincretismo religioso.

O Bailarino Fabio Sabat impressionou os presentes com uma performance de dança afro, e a Batucada do SINTESE encerrou o Calçadão popular em clima de ciranda, sob os cânticos da cultura afro-brasileira. Além das atrações culturais, o Calçadão Popular contou com Oficina de Torços e Turbantes, com Tatyane, que embelezou mulheres e homens com as cores do nossa idendidade.

Mais do que uma “comemoração”, o Calçadão Popular representou um protesto veemente contra a ampliação da desigualdade racial, provocada pela política de desmonte generalizado do Estado brasileiro promovido pelo Governo Golpista de Michel Temer. O congelamento, por vinte anos, dos investimentos na Educação, na Saúde, na Segurança; o fim dos programas sociais e de combate às desigualdades têm agravado, como nunca, um problema histórico: o racismo estrutural em nosso país.

A enorme crise econômica, aprofundada cada vez mais pela venda do patrimônio público, pela corrupção e a incompetência administrativa atinge mais diretamente a população trabalhadora, pobre e negra.

Ao lado de apresentações de grupos musicais e de dança, rodas de capoeira e várias atrações culturais, painéis informativos demonstravam os números escandalosos da desigualdade racial no Brasil.

Os negros representam a maioria dos desempregados, dos analfabetos, das vítimas de homicídios; a maioria nas prisões na economia informal, nas comunidades sem infraestrutura. Mas são a minoria nas universidades, nos cargos de direção, na política, na mídia; sem nenhuma representação em um governo de homens, ricos e brancos.

“No Calçadão da Consciência Negra promovido na tarde da última quarta, 22, as manifestações culturais, para muito além de um significado festivo, reafirmaram politicamente a identidade e a capacidade de resistência do povo afrodescendente. Uma celebração da consciência negra como única forma de enfrentar o desmonte do país e desconstruir a vergonha histórica de nosso racismo estrutural”, destacou a deputada estadual Ana Lúcia.