Ana Lúcia lamenta crescimento da violência em Sergipe a partir do assassinato de Capitão da Caatinga

Escrito por Débora Melo Ligado TPL_WARP_PUBLISH . Publicado em Notícias

A deputada estadual Ana Lúcia usou o seu pronunciamento, na manhã desta quinta-feira, 05, para registar sua preocupação com crescimento da violência em Sergipe, a partir da execução numa emboscada do capitão da Policia Militar do Estado de Sergipe, Manoel Alves de Oliveira, Capitão da Caatinga.

“Um comandante da Caatinga ser assassinado barbaramente? E na mesma noite, quatro homicídios em Porto da Folha e Canindé? É assustador!”, lamentou a deputada Ana Lúcia, destacando que a sociedade sempre teve referência na inteligência da polícia e que é preciso fortalecer este setor.

Ana Lúcia destacou ainda que a Caatinga estava totalmente abandonada e, 60 dias após a entrega do comando para Manoel, que conhecia muito bem a região, ocorrem estes casos de assassinatos.

Enfrentar a violência, para Ana Lúcia, é um grande desafio para o novo governo de Belivaldo Chagas, para a sociedade sergipana e para a própria Assembleia Legislativa de Sergipe. Em seu discurso, a parlamentar destacou ainda que a violência tem cor, classe social e idade.

“É preciso buscar quais os fatores que só fazem aprofundar esta violência, marcada pelo homicídio. Uma violência que mata principalmente a juventude pobre, negra e da periferia. Espero que possamos estancar esta sangria no estado de Sergipe”, recomendou Ana Lúcia.

Ato contra a prisão de Lula

Ana Lúcia chamou a atenção para a organização das forças progressistas, que realizaram um ato público na tarde da última quarta-feira, 04, dia do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula. “As forças progressistas, de esquerda e anti-fascistas continuarão lutando, principalmente depois do julgamento de ontem”, destacou a deputada.

Realização da audiência

A parlamentar registrou ainda a audiência pública “Martin Luther King, o sonho e a conquista de direitos civis” na última quarta-feira, 4, como forma de marcar a passagem dos 50 anos do assassinato de um dos maiores ícones da luta contra a discriminação racial e pela conquista de direitos civis na sociedade estadunidense.

A audiência contou com palestras do professor Romero Venâncio, mestre em Sociologia pela UFPB, doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco e professor adjunto da UFS, além do mestre em Ciências da Religião e bacharel em Teologia pela Universidade Católica de Pernambuco e doutorando em Sociologia pela UFS, Alexandre de Jesus dos Prazeres.