Ana Lúcia destaca necessidade de maior participação das mulheres na política

Escrito por Débora Melo Ligado TPL_WARP_PUBLISH . Publicado em Notícias

Na tarde desta quarta-feira, 29, a deputada estadual Ana Lúcia dialogou com os estudantes do curso de direito sobre a importância da participação feminina na política, durante o Congresso de Direito Constitucional e Eleitoral "Cidadania e Democracia: 30 anos da Constituição Federal". Também esteve na condição de palestrante a advogada, representante da Comissão dos Direitos da Mulher da OAB/SE e ativista do movimento feminista, Valdilene Cruz.

Valdilene dedicou sua fala à desconstrução da ideia de que as mulheres não “querem” ocupar os espaços da política, ressaltando que na verdade elas são criadas para o ambiente doméstico, enquanto os homens são criados para o espaço público. Com sua habitual linguagem casual, Valdilene exemplificou diversas situações que levam as mulheres a reproduzirem este modelo, destacando que aquelas que não seguem o que está padronizado em nossa sociedade acaba sendo estigmatizada.

A deputada estadual Ana Lúcia reforçou a necessidade de desconstruir estes papéis sociais. “O nosso modelo de educação, em todos os espaços sociais, interdita muito a nossa participação e a nossa forma de ser. Assim, aprendemos a nos autopunir vamos sendo desestimuladas a romper com esta situação”, lamentou a deputada.

Após trazer um histórico de participação das mulheres na política brasileira, a deputada estadual Ana Lúcia apresentou dados que reforçam a necessidade de que elas ocupem, cada vez mais estes espaços de poder. “No ranking de 188 países, o Brasil aparece na 158 posição, ou seja, um dos países que têm menor representatividade no Poder Legislativo”, constatou Ana Lúcia.

“Infelizmente, muitas das mulheres que estão ocupando espaços na política se colocaram nesta posição para substituir membros de sua família - pai, esposo, tio, irmão - que estão impedidos de ocupar este espaço. Assim, estas mulheres não defendem seu próprio projeto de sociedade” lamentou Ana Lúcia, destacando que o Partido dos Trabalhadores, ao qual está filiada há mais de 30 anos, é único partido cuja representatividade colegiada é paritária, ou seja, que reserva 50% dos cargos para mulheres.