Ana Lúcia, Ana Luta

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O nome de Ana Lúcia e sua trajetória política são um verdadeiro símbolo da luta do povo de Sergipe. Na resistência democrática, na construção do Partido dos Trabalhadores, na consolidação do SINTESE, na formação do Governo de todos. Todos conhecem Ana Lucia. Todos respeitam Ana Lúcia. No campo e na cidade, nas escolas, nos assentamentos, nos bairros populares, nos povoados, todos reconhecem sua coragem e sua coerëncia.

Ainda muito jovem, vivenciou o significado da opressão, acompanhando sua mãe Ivone nas visitas ao irmão Mário Jorge, preso pela ditadura militar. Descobriu, desde muito cedo, que o único caminho era lutar.

Ana sempre esteve na linha de frente. Nas ruas, na manifestações populares, nas greves. Mas também somando-se à construção de um projeto democrático e popular para Sergipe. Com lealdade, mas com coerëncia, sem jamais abrir mão de seus princípios.

Professora da rede estadual por mais de 35 anos, fundadora e liderança do SINTESE, foi eleita em 2002 e reeleita em 2006 a deputada estadual mais votada da história do PT de Sergipe. Entre 2007 e 2009, atendendo ao chamado de seu partido e do Governador Marcelo Deda, ocupou a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social.

À frente daquela pasta, promoveu uma verdadeira revolução, desafiando o lugar-comum das políticas assistencialistas tradicionais. Com projetos pioneiros e uma ação firme para a capacitação e a geração de emprego e renda, ganhou destaque nacional, apontando saídas novas para a superação de velhos problemas.

Ana Lúcia, com consciência e responsabilidade, soube honrar sua história política. Como deputada, como secretaria de Estado, fez de sua atuação uma verdadeira extensão das lutas populares. Sem nunca esconder-se no conforto dos gabinetes, soube manter os olhos atentos para enxergar a realidade de sua gente, os ouvidos sensíveis à voz das ruas, o coração aberto para sentir as aspirações mais profundas dos sergipanos e o espírito sempre alerta para manter-se ao lado do povo no caminho da transformação social.

E munida dessa fé inabalável de que um mundo melhor é possível, Ana teve a maturidade de estar aberta ao debate e à negociação, mas sempre com a clareza de que algumas coisas são mesmo inegociáveis. Na Assembléia Legislativa, negou-se a receber qualquer gratificação adicional e jamais aceitou a aposentadoria como deputada.

Na verdade, Ana é, e sempre será, uma professora. E, como professora, fez de sua vida uma grande lição. Uma lição de luta que enche de orgulho todos os sergipanos. E é por isso que Sergipe sabe: o nome dela é Ana Lúcia, mas pode chamar de Ana Luta.